E Nós??

Este pequeno mundo dos blogs é talvez o último boom da internet dos nossos dias, espaços de debate, discussão, diários pessoais ou meras páginas temáticas.

Recentemente, enquanto divagava por um detes espaços, deparei-me com a iniciativa de
José Carlos Abrantes , intitulada FALAR DE BLOGUES 2006 ; e a dúvida abateu-se sobre mim... e nós temos um blog de quê?

Recuando alguns anos a esta parte, era tudo malta jovem que tinha que encontrar uma forma de contar as aventuras e desventuras sem levar o saldo do telemóvel a zero, e com o máximo de abrangência possível! Depois do fracasso dos copofónicos... triste nome este... e fruto de um amadurecimento quase imperceptível, surge, pela mão talentosa do
PRESIDENTE, este blog, essencialmente como meio de comunicação eficaz barato e bastante versátil.

A verdade é que nos afastamos do modelo do blog popular português; não temos nenhum ilustre com assento na AR..., não escrevemos artigos de opinião em diários de grande tiragem (excepção feita a um ou outro bitaite n´O BICO... depois eu explico) e raramente escrevemos o pensamento do dia, não pertencemos a nenhuma seita secreta, e para além das baboseiras que prá aqui escrevemos ainda temos que ganhar o ordenado a bulir fora da função pública! Ainda assim e contra qq expectativa inicial ultrapassamos as 10 visitas diárias que seriam de esperar.

Dia 26 de Janeiro, A IRMANDADE - o blog, completa 2 anos de existência e na 2ª 4ªfeira de Maio, A IRMANDADE - a irmandade, completa já o seu 7.º aniversário.

Assim sendo, aqui ficam os PARABÉNS ao blog e a quem o mantém fresquinho que nem uma alface!

Quando chegarmos à visita 1.000.000, pago uma rodada à malta...
Abraço

14 comentários:

Mercilon disse...

Sócio, ora aqui está uma grande verdade...

E já que a malta para se reunir na totalidade, cada vez anda mais difícil... ou pq andam cansados; ou há uma pikena q se intromete; ou estamos a tirar um curso que nem nós próprios sabemos para quê; ou pelos míseros minutos que poderíamos perder a deslocarmo-nos; ou até mesmo por nada em concreto...

Aqui fica lançado o repto, próxima sexta-feira pago uma rodada à malta que aparecer nos AL (proposta apenas válida se aparecer um elemento a mais dos banais frequentadores de lálém!)
;D

The New Trolha disse...

foda-se só apareces para pagar quando eu não posso :)
Já agora contentava-me com uma festarola das 10.000 visitas

Otero disse...

Em primeiro lugar, obrigado pelo elogio à minha mão.

Depois...devo confessar que o sucesso (interno) do blog ultrapassou um bom bocado as minhas espectativas. Principalmente depois do malogrado Copofónicos. Mesmo com lamentáveis faltas de assiduidade *coffhumbertocoff*, temos aqui um bom ponto de encontro e portanto está a cumprir o seu objectivo principal.

Tudo o que sejam participações externas, estavam completamente fora do plano inicial do blog mas são (quase) sempre uma mais valia.

Quanto a parabéns... vou deixar para dia 26 ;)

Abraços

PS: O BICO?
PPS: Peço desculpa por não estar tão presente nestes ultimos dias mas a coisa está negra aqui pelo trabalho. E assim ficará ainda por um par de semanas :\

usiodady disse...

O BICO é uma publicação não periódica associada aos FANs/FAN Farra... no qual tenho possibilidade de contribuir... não que o faça... e como tal, de uma certa forma, estamos associados a uma publicação jornalística que faz juz ao nome.

tixa ® disse...

Por breves momentos, quando li "O BICO", assustei-me!

se este blog n fosse só baboseiras, eu nem cá punha os calcantes! ia-me rir de quê? blogs c pensamentos á Paulo Coelho, n obrigada.

espero estar incluida na rodada das 1.000.000 visitas ;)

Anónimo disse...

Ora bem, isto nada tem a haver com o post em causa. Tão pouco é um tema original, mas vale sempre a pena recordar... Mas como não estou incumbido de publicar post's fica aqui uma participação minha de uma maneira diferente. Isto chegou-me às "mãos" como sendo um artigo do Nuno Markl, não creio que tenha sido ele o autor, mas imaginemos que foi ele. Aqui vai o artigo:

"A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta.
O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. "Quem? ", perguntou ele. Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: "Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além..." era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim. Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien et le Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super-Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual... E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração: O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.
Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos. Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção. Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.
Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e a fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa a fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo "Moleculum infanticus", que não existiam antigamente. No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de "terno" nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse. Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos.
Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração "rasca"...
Nós éramos mais a geração "à rasca", isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.
Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.
Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos. Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava
porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas. É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.
Hoje, se um puto é normal, ou seja, não tem óculos, nem aparelho nos dentes, as miúdas andam atrás dele, anda de bicicleta e fica na rua até às dez da noite, os outros são proibidos de se dar com ele... "

A todos, que como eu, nasceram nessa década única de 70, e que viveram aventuras semelhantes envio um forte abraço. E porque eu não gostaria de ter nascido numa década diferente, independentemente de tudo o que de bom e mau passámos. Um brinde à nossa geração!...

usiodady disse...

Belo brinde!

Otero disse...

Até se me vieram as lágrimas aos olhos!

Anónimo disse...

Parabéns à década de 70 pelos maganos que trouxe ao mundo.

Feliz por nascer na década de 80! Parabéns também para mim! (e viva a Rua Sésamo e a música do Conde de Contarrrrrrrrrr) :-)

Mercilon disse...

...a década de 100% dos membros da irmandade...

Sócio esta nas tuas mãos mudar o pré-destino do LT...;)

PS: mais uma bofatada de luva branca pelo firestarter ao sr. Presidente

Pardal disse...

Brindemos...

Otero disse...

Bofatada? Luva?!

Agripino disse...

De Facto os finais da década de 70 produziram grandes espécimes este blog é a prova disso mesmo, Parabens a todos nós que contribuimos para ter isto a andar! :)
brindemos então...

P.S.não é à toa que existe uma grande série chamada "the Seventies".

Horta e Vale disse...

Bora lá malta!

Agora já consigo cá vir! Já posso voltar a contribuir. Pena que seja só ao fds, quando venho a casa.

Siga o andor!

Abraços