Sem vos querer maçar com taxas indexadas, euribores, ou qualquer outro tipo de merdas fodidas, cujo único propósito é arruinar o bom humor de qualquer gajo feliz e ciente das dívidas que transportará até ao fim dos seus dias... passo a partilhar a minha 1ª experiência de negociação com uma entidade bancária.
Depois de repetidas vezes ver aquele gajo que faz uns belos tintos, sentado numa poltrona a contemplar o atlântico, ou o Mourinho a falhar a piscina por escassos centímetros, pensei, "tu és capaz, tu consegues, com um bocadinho de sorte os gajos não são maus diabos e fazem-te uma atenção na prestação da casa!" (imaginem o que está entre aspas, com voz de António Sala, a pairar na minha cabeça...). Determinado, agarro no telefone e cá vão morangos, beca beca e tal, muita diplomacia, e mais do mesmo... e então como é? fazem uma atenção? Subscrevem-se uns produtos e tal, e quanto deve? O porreiro dos telefonemas é que nunca topam a nossa transpiração... ahhh, pois, sabe o que anunciamos não se aplica a transferências de créditos... mas estamos certos de ter uma solução à sua medida. Foi aqui que comecei a perceber que aquela conversa não iría ter o desfecho desejado, isto agravado pelo crescente tom condescendente da menina que me atendia.
Com o fulgor da minha entoação a esvanecer-se, lá se fazem umas simulações e tal. O resultado, agravado pelas despesas que uma operação destas tem, foi, e não sei dizê-lo de outra forma, uma merda. O que me lixa é que já tenho idade para saber que quem não tem cu, não se mete a paneleiro, mas o António Sala iludiu-me. Despedidas, mais diplomacia, à sua disposição para mais qualquer esclarecimento e tal... e no fim da conversa, mesmo no finzinho, pede-me a morada! estranhei, claro; e lá começa o Sala a rondar... mantive-me tranquilo e aguardei, "é para lhe enviar o cd da Sara Tavares". Estive quase para responder: PONEIS!?!
fica a dica para os fans da miúda!
Abraços